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Livro dos Espíritos
 
Alcioli Galdino
(81) 3252-5095
 
 
 
QUADRO DESCRITIVO DO MOVIMENTO ESPÍRITA BRASILEIRO NO FINAL DO SÉCULO XX - I
 

Como se vê, faz-se necessário um aprofundamento no estudo da história do Espiritismo no Brasil para se entender as razões e causas de tanta deturpação no atual Movimento Espírita. Há como uma tradição histórica oral, que continua nos dias atuais, alterando e dificultando a compreensão real da Doutrina Espírita ou o Espiritismo.
O pensamento espírita atual e final do Século XX, representando o Movimento Espírita, pode ser classificado em três grupos que se diferenciam pela compreensão do que é o Es-piritismo, onde a questão básica é o aspecto religioso. Portanto, podemos dizer que o controle do Movimento Espírita continua sendo o mesmo do final do Século XIX.
O Movimento Espírita brasileiro está assim dividido:

I. – GRUPO GERAL DOS UNIFICADOS ou DOMINANTES.

É o principal. Existindo entre os membros uma falsa união, abafada pelo desejo de status. É o grupo da elite. É o grupo dos alienadores, que utilizam processos de massificação de ideias e técnicas condicionantes. O grupo Unificador do Século XX é a fusão do grupo dos Místicos, do Século XIX, agrupando em um só bloco: os “Roustainguistas”, “Ismaelinos” e “Kardecistas”. Passado um século, continuam firmes, juntos, unidos em um só pensamento. Agora, os Místicos são os Unificadores ou Dominantes, cujo controle está nas mãos da FEB – Federação Espírita Brasileira, que estando bem posta no cenário nacional e internacional, pode-se dar ao luxo de ditar normas e caminhos para os outros seguirem. O Conselho Superior da FEB dita as normas, que a diretoria executa, referendadas pelo CFN.
Este grupo controla o Movimento Espírita através:

1) - FEB – Federação Espírita Brasileira, que adotou o slogan – só é espírita aquele que participa do Movimento de Unificação em torno da FEB.
A FEB que é a maior e mais antiga instituição espírita do Brasil, sociedade respeitável até no exterior, tem sobre os ombros a tarefa de manter acesa a chama do Espiritismo. Deveríamos todos nos unirmos em torno da FEB, mas é necessário que esta sociedade dê o primeiro passo em busca da União.

2) – CFN – Conselho Federativo Nacional.
Trata-se de um departamento anexo da FEB, que congrega todas as federativas estaduais. Não constitui uma sociedade ou órgão nacional à parte, é parte integrante do quadro administrativo da FEB, cujo presidente é o mesmo da FEB, assim como os secretários. Em suas reuniões, quer regional quer nacional, que se reúne anualmente é formada pelos conselheiros que são os presidentes de cada federativa estadual. Os presidentes das entidades de âmbito nacional não têm voz e voto no CFN e não participa dos encontros regionais. Esses encontros, tanto regional e nacional são dirigi-dos pelo presidente da FEB e são utilizados para controlar as Federações Estaduais, e, por conseguinte, os Centros Espíritas adesos.
A reunião anual do CFN–da-FEB tem como objetivo precípuo, deliberar e aprovar decisões do Conselho Superior da FEB. O CFN não tem autonomia e seus conselheiros (espécie de Gerentes Regionais) resumem o seu trabalho e o apresentam em forma de relatórios sobre as atividades desenvolvidas pela federativa em seu Estado. Igualmente, relatam as atividades das sociedades espíritas não adesas, bem como do chamado indevidamente de “Movimento Paralelo”, denunciando os seus passos.
E a partir desse modelo (autocrático?), foi criada uma estrutura de controle hierarquizada sob a denominação genérica de GRUPO GERAL DOS UNIFICADOS, que abrange:

1. – FEDERAÇÃO ESTADUAL.
São uma espécie de sucursais da FEB ou se desejarem, Filiais. Funcionam como posto avançado, Torre de Vigia, se reportando à FEB tudo o que ocorre no Movimento Espírita local. O presidente da federativa estadual é tratado pela FEB como um gerente regional da sucursal.
São as federações estaduais que fazem cumprir as normatizações e determinações da FEB; muito embora tenham autonomia (controlada) nada fazem além do que é decidido por àquela. Quanto mais pobre é o Estado da União e, portanto, menor sua força política, mais presente e atuante se faz a FEB e a federativa estadual é por sua vez mais subserviente. Em Estados como São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, e Santa Catarina por exemplo, pouco se nota a influência da FEB nas federativas estaduais. Na verdade, em São Paulo, o Movimento Espírita é tão frouxo e tão disperso, que apesar de toda atenção dispensada pela FEB, não consegue adesão aos seus princípios. Em São Paulo quem representa o Estado no CFN é a USE – União das Sociedades Espíritas; quem manda é a FEESP – Federação Espírita do Estado de São Paulo.
São as federações estaduais que dão sustentação ao CFN, e consequentemente, a FEB. Sem as federativas, a FEB perderia o seu controle sobre o Movimento Espírita brasileiro.
Em resumo, O Grupo Geral dos Unificados é coordenado pela FEB, secundado pelo CFN e Federações Estaduais, apoiados no poder econômico e não na Codificação Espírita.

2. – CENTRO ESPÍRITA.
As Federações estaduais procuram obter ao máximo a adesão de Centro Espírita. A adesão funciona como uma espécie de rédea curta ou cabresto; no entanto, senão gostam dos termos, podemos substituir por outro, camisa de força.
O Centro Espírita adeso dá cumprimento às determinações da FEB através das federações estaduais. De forma habitual, o Centro Espírita vem sendo submetido a um processo de massificação de ideias advindas da FEB. Ao Centro Espírita adeso não é dada à oportunidade de debate; só lhes cabe obedecer; e qualquer atitude menos amistosa, é vista como ato de rebeldia, e, portanto, todas as providências são tomadas no sentido de inibir o avanço das ideias contrárias. A Fe-deração adota então, um processo de “intervenção branca”, realizando uma espécie de “retaliação” contra a instituição destoante do conjunto.
A bem da verdade, a atitude da FEB e das federações estaduais está de acordo com o regulamento e estatuto de adesão. Quando se faz adesão, está concordando com tudo que ali consta. Diferentemente, seria, no entanto, se houves-se afiliação consciente.
Como o indivíduo que ocupa a presidência de um Centro Espírita adeso, nem sempre se dá conta da manipulação sofrida, aceita a imposição da federativa porque primeiro pensa em salvaguardar o seu cargo de presidente.
Os Centros Espíritas ainda desconhecem o poder de decisão que possuem. Se eles, os presidentes de Centros Espíritas soubessem que possuem esse “poder”, a federação mudaria o seu proceder e a FEB reformaria o seu método de controle, e principalmente, se tornaria democrática.

(continua no próximo número)

Autor: Cândido Pereira
 
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01/03/2013 15:48:20
 

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27/04/2013 13:12:04
 

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